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Sobre tudo que não se encaixa, nem forçando, nas categorias anteriores.

P:/> The mini-gamer não para de chorar! Onde eu desligo ou abaixo o volume?
R:/> Como the mini-gamer não sabe falar, e mesmo se soubesse, não conseguiria articular o raciocínio de modo a garantir entendimento da sua parte, a única forma de se fazer percebido é abrir o gogó. E não é um chorinho bonitinho de desenho animado do Discovery Kids, não… É um som insuportável, THX sorround em 32 canais de alta frequência e decibelagem, meticulosamente projetado por pelas cordas vocais de um castrato do inferno para acabar com a sua paz. Que bombas de gás lacrimogênio e de efeito moral que nada: uma boa caixa de som e uma criança se esgoelando é suficiente para dispersar qualquer multidão. E você querendo dar um /mute? Não vai funcionar. Há outros truques, acalme-se. Mas o principal é identificar o motivo do choro, não somente desejar extinguir o seu barulho. Se atendido ao seu contento, the mini-gamer poderá se acalmar, mas isso guarda os perigos terríveis dos inimigos que identificamos no capítulo anterior. Se não atendido, olha que legal! Ele cala a boca também! Eliminadas as obviedades de dor, fome, sede, badalhoca na fralda, calor, frio ou sono, nada resta que justifique sua preocupação. Por isso, deixar the mini-gamer chorar, apesar de parecer uma barbaridade digna do filho do Saddam Hussein, é a melhor estratégia possível para conquistar pacifismo no futuro. Mais uma vez, impeça a sabotagem que pode surgir pela vontade da Player2 pegar the mini-gamer no colo sempre que ensaia o primeiro beicinho. Dê um block nessa atitude maternalista e assuma o controle da situação, caso não seja identificado dor, fome, sede, badalhoca na fralda, calor, frio ou sono. Em último caso, o choro pode ser uma forma de dar uma descarregada no estresse de viver fora da nave-mãe, e na maioria dos casos, the mini-gamer irá se consolar por si e ganhar XP. Não vá atrapalhar a conquista dessa autonomia se achando o super papai gamer protector: só os n00bs agem assim, mega atrapalhando a individualização do seu filhote somente para se arrepender amargamente algumas temporadas depois.

P:/> The mini-gamer não completou seis fases, mas gostaríamos de viajar. Podemos?
R:/> Claro! Mantendo o clima de calma e tranquilidade ao volante, the mini-gamer demonstrará toda sua alegria ao ver as paisagens, dormindo solenemente. Arrumem suas tralhas: você uma simples mochila, a Player2 suas três malas e the mini-gamer o seu container. Metam-se em um carro de boa manutenção e sigam, felizes, pelas excelentes autopistas nacionais, levando em consideração algumas coisas, a serem evitadas: Longas distâncias, engarrafamentos, sol na moleira e mudanças bruscas nas rotinas já arduamente estabelecidas. E se precisarem sair para espichar as pernas, jamais, em hipótese alguma deixe the mini-gamer no carro. Embora pareça estranho, é comum esquecimentos, e muito pior que um carro rebocado é um com um neném sufocado.

P:\> The mini-gamer anda muito agressivo. Dou-lhe uma surra para que deixe de violência?
R:\> Não vai funcionar. Isso já foi tentando antes, há milhares de anos, sem sucesso para melhorias consideráveis no caráter da humanidade. Pelo contrário, embora muitos defendam que palmada de amor não doi, além de doer para caceta, perturbam a pax da residência, que deve ser calcada mais em #Civilization do que em #God of War. Além disso, comportamentos agressivos contra a agressividade, geram um bug na lógica do jogo Paternidade: como se ensina a não bater, batendo? Pior que isso, só médico que fuma, nutricionista gordo e motorista que reclama do trânsito. Contra mini-gamers que se tornaram agressivos, indica-se investigação das causas, que normalmente giram em torno da questão da atenção. Violência é para the mini-gamers, uma forma de expressão tanto quanto era para você quando jogava #Rampage no Master System ou é hoje quando preenche o formulário do Imposto de Renda. Brinque com the mini-gamer e retire o foco do que não deve ser incentivado. Se castigo físico funcionasse, não existiriam jogos.

P:\> The mini-gamer vai estranhar nosso cachorro?
R:\> O contrário é mais comum. Mas não problema em criar os dois, pelo menos inicialmente, separados em casinhas diferentes. Quando the mini gamer aparecer, deixe que cheire bastante o animal, para familiarização. Faça o mesmo com o cão. Para mitigar ciumeiras, dê petiscos. Nesse caso, só para o cachorro. Se for filhote, crescerão juntos e amigos, até que o cachorro morra quando the mini-gamer estiver com uns quinze anos. Vai ser bom aprender sobre a morte desse jeito. É tipo um Marley e eu, só que em primeira pessoa.

P:\> The mini-gamer pode ir à praia?
R:\> Acompanhado dos pais que gostam verdadeiramente de praia (o que nem deve ser o seu caso, seu nerd), pode, desde a sexta fase, quando todos os Game Masters Pediatras concordam. Alguns levam the mini-gamer antes, com três fases concluídas, mas há quem pergunte que pressa é essa para ver a critura ficar vermelha como um #Litil Divil e comer toda aquela areia trazida pelo vento. Antes de pensar em seus anos de #California Games de Mega Drive e tocar a zoeira no surf e nos patins, lembre-se que a pele de mini-gamer é muito sensível: respeite os horários permitidos (até às 10h00 e nunca antes das 16h00) e então lambreque o que puder de protetor solar infantil de alto fator de proteção (menos agressivo, mas só a partir da sexta fase). Por ser um ambiente inóspito para cuidados exagerados, #Cool Spot que o diga, considere levar, para mini-gamers menores, trocadores impermeáveis para não transformar sua bundinha em uma lixa de pedreiro; e para mini-gamers maiores, piscininha inflável com um monte de brinquedinhos que serão ignorados solenemente à primeira descoberta de cocô de cachorro petrificado.

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