tecnologia

Sobre tudo que pode auxiliar no trato com the mini-gamer.

P:/> The mini-gamer poderá jogar video game com que idade?
R:/> Finalmente, um pergunta realmente interessante por aqui. Dependendo do controle motor de mini-gamer e da competitividade do adversário (no caso o papai gamer), especialistas acreditam que já na primeira temporada ele será capaz de segurar um joypad. Ainda assim, não estranhe se, até completar duas temporadas, achar que o joypad é um telefone. E não estranhe se, apertando aleatoriamente os botões, massacrar seu Capitão América com um Hulk no #Marvel vs Capcom. “Não existe block contra botões aleatórios”, já diria um assíduo frequentador de #Street Fighter de Rodoviária. No entanto, para que ele entenda o que está acontecendo de extraordinário entre a tela e suas mãozinhas, pode demorar um pouco mais, lá pela terceira temporada. Antes disso, não há a menor diferença entre um #Wonder Boy e um clipe da Galinha Pintadinha, o que deve frustrar muitos papais gamers que não veem a hora de colocar seus herdeiros, no caminho santo da jogatina eletrolúdica. Paciência, meu caro, paciência. Enquanto isso, vá mostrando os clássicos (sem o menor compromisso de interatividade): um #Pac-Man aqui, um #Keystone Capers alí, um #Super Mario Bros. acolá… Quando menos esperar, o joypad vai deixar de ser um telefone e passará a ser outra coisa, como uma picareta ou um martelo… Guarde um dinheiro para novos joypads.

P:/> The mini-gamer deverá ter seu próprio tablet?
R:/> Sim, é muito importante para seu desenvolvimento nérdico. Mas pense de modo progressivo, assim como progressiva é sua idade. Comece com uma bandeja de isopor para frios, desenhada com corações e árvores do seu jardim de infância, feitos caneta bic quatro cores. É mais barato e até o término da primeira temporada, será a mesma coisa que um Galaxy Tab ou iPad (com a diferença do preço de reposição). A partir da segunda temporada, as salsichinhas manuais de mini-gamer já apresentam controle motor suficiente para que ele possa desfrutar de uma daquelas lousas mágicas rosas que se ganha de brinde em aniversário de amiguinho. Lá pela terceira temporada, aí sim, deixe que the mini-gamer manipule o seu espertofone e prepare-se para ter pesadelos com aquele gatinho pentelho que repete as coisas com voz estridente e com animações toscas de apps de procedência duvidosa. E claro, por essa ocasião, prepare-se para dedicar-se ao delicioso hábito de reconfigurar o aparelho de suas definições origiais pois sabotagens serão constantes.

P:/> The mini-gamer insiste em invadir os áreas não permitidas e que podem ameaçar sua integridadezinha. Como impedir?
R:/> Como tudo de mais peligroso está no banheiro e na cozinha (que deve dar acesso para a área de serviço), iremos nos ater ao isolamente desses espaços. A tecnologia mais apropriada é a mesma usada para proteger mergulhadores de animais assassinos com tubarões e golfinhos fugitivos do Sea World, e os bens das famílias nas casas da baixada fluminense: a velha e boa grade de aço. As melhores e mais resistentes podem ser encontradas como portinholas em Pet Shops. Para não passar vergonha, basta no momento da compra, ocultar o fato de que são para the mini-gamer. Diga que é para um Fox Paulistinha, que é mais ou menos a mesma coisa. A prevenção de acidentes é simples: 1) Compre duas, das automáticas, que se fecham sozinhas. 2) Coloque uma na cozinha e outra no banheiro. 3) Esqueça ela aberta. 4) Descubra que o mecanismo de fechamento automático não funcionou. 5) Encontre the mini-gamer lambendo uma faca suja de manteiga ou com as mãos mergulhadas no vaso sanitário.

P:\> The mini-gamer pode ver televisão?
R:\> Pode, embora o aparelho desligado não trará qualquer benefício intelectual adicional. Não é diferente de ver um rádio ou um telefone. Antes é importante ligá-lo. Agora sim. Como qualquer imagem animada, favoreça programas infantis bem coloridos, mas não muito agitados, especialmente antes de colocar mini-gamer para aquele cochilo da tarde. Evite programas violentos com Globo Rural ou que tenham sexo explicito como Esporte Espetacular. Os programas muito intelectualizados e eruditos como Video Show e TV Fama também não são indicados. Para ninguém, quiça, para mini-gamers. Uma boa saída para distrair e educar é percorrer a web em busca de coisas divertidas para todos (inclusive você) como Palavra Cantada, Cocoricó, Galinha Picadinha, quer dizer, Pintadinha, As Batatinhas, Pingu e os curtas da Pixar… meter a zorra toda num hd velho de 80 gigas e conectar o bicho na USB do aparelho, para loops infinitos. Dependendo da programação, the mini-gamer pode ficar viciado e depois, entediado. Se isso acontecer, dê uma pausa na programação e alterne a grade para não gastar programas que podem ser úteis para manter mini-gamer sob controle quando sua presença for solicitada em outro cômodo.

P:\> The mini-gamer adora ler e ver figuras. Compro livros ou e-books?
R:\>Compre livros. São mais baratos, dispensam carregamento, instalação e configuração. A telinha não arranha e muito importante para sua própria sanidade, podem ser manipulados com muito gosto por the mini-gamers sem sua intervenção constante. Não vá pensar que, como papai gamer, tudo que é eletrônico lhe será indispensável. Muito pelo contrário. Valorizar o digital é entender como o analógico funciona em sua máxima capacidade. Aí sim, quando mini-gamer sacar o quão mágicos podem ser os dispositivos analógicos, fará excelente uso dos eletrônicos pelo resto da vida: sem ostentar, sem se onerar e sem cagar o meio ambiente dos seus netos.

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