saúde

Sobre tudo que diz respeito ao bem e mal estar biológico do (ou da) mini-gamer.

P:\> The mini-gamer está há dois dias sem cagar! Isso é normal?
R:\> Dependendo da alimentação, muito! Tem dias que the mini-gamer capricha no barro e em outros os bolinhos queimados não marcam presença, outrora garantida. Como os intestininhos deles ainda não estão afinados, quantidade e qualidade podem variar bastante. Por isso, não há um cocô padrão em uma sede em Paris, pois as fezes dependem do que the mini-gamer come (se apenas leite materno ou também fórmula industrializada). Se estiver muito solto, tipo vitamina de abacate; ou muito preso, tipo azeitoninhas gregas, veja como anda a alimentação para avançar para o outro extremo da curva, mudando o cardápio. Pergunte para os sogros o que prende e o que solta, e veja surgir um livro capa-dura da Reader’s Digest “O que prende e o que solta?” na sua mão. Naquele livretinho do governo, (toscamente ilustrado, diagramado e impresso, no meu caso), onde se marca as vacinas e é feito o acompanhamento fisiológico de mini-gamer, há uma sessão que dá conta de identificar, como um criminalista forense do CSI, o que cada cocô significa. Na cocologia, portanto, é importante reparar sobretudo nas cores e texturas, como se a cagalhada fosse um quadro do Kandinsky. Vamos lá, usando uma paleta dos 8 bits para facilitar o seu entendimento porque, no impresso, as cores ficaram (como direi?), uma bosta: Fezes normais podem ser da cor do pelo do #Donkey Kong, da cor do cabelo do #Alex Kidd, do chão do #Duck Hunt, da pele do #Mario, ou dourado como o #Pikachu. Porém, se as fezes de mini-gamer forem da cor do peito do #Donkey Kong, da areia do #Desert Strike, do céu da tela de abertura de #Zelda ou dos ETs do #Metal Slug 2, deve haver, por parte do papai gamer, certa preocupação.

P:\> The mini-gamer está com alguma coisa, mas não consigo identificar o que. E…?
R:\> A sutileza da comunicação entre pais e filhos é extraordinária, coisa de mutantes do X-Men. Com o tempo, você vai saber exatamente o que the mini-gamer quer, só pela mudança de sua fisionomia ou pela variação no tom do choro. E a Player2 será ainda melhor com esse poder Jedi. Parece mágica, mas lembre-se que se o pinguim, um bicho que faz propaganda de Linux e enfeita geladeiras, é capaz de achar sua pinguinha e seu filhote no meio de um live action massivo de pinguins, você será capaz de saber se ele está de sacanagem contigo ou se está realmente sentindo alguma cousa… Que no caso dos mini-gamers, não são poucas. Ele não controla as mãos, os pés, os olhos, a bexiga, o output da bunda; e as luzes, cores, sons e odores do mundo exterior são novidades alucinantes. Algumas notas: se the mini-gamer estiver chorando muito e se contorcendo durante o choro, dando saltos ágeis como uma perereca que vai fugir de uma vivissecção, provavelmente é Cólica. Se the mini-gamer estiver virando o rosto como se estivesse querendo morder a própria orelha, provavelmente é Fome (que nos RNs é a mesma coisa que sede já que a mana do leite materno resolve as duas necessidades). Se the mini-gamer parar de chorar imediatamente quando chegar em seu colo, é sacanagem. Devolva-o para onde ele estiver e afaste as testemunhas do local.

P:\> The mini-gamer precisa dormir de barriga para cima, de barriga para baixo ou de lado? Estamos confusos aqui…
R:\> De modo geral, os Game Masters Pediatras também estão. São tantos os estudos e as leituras dos dados envolvendo os perigos e benefícios de uma ou outra posição que o mais sensato é perguntar para the mini-gamer em que posição prefere mimir. Enquanto ele ainda responde as coisas com um arroto e um golfo, não é possível obter sinceridade, mas parece que de lado, e de barriga para cima, são as posições atualmente mais aceitas pela medicina como seguras. Pelo menos, até que estudos apontem que dormir de bruços faz the mini-gamer aprender a nadar melhor. Não querendo colocar mais lenha na fogueira, acredito que os mini-gamers prefiram justamente a posição mais perigosa para o risco de sufocamento pelos próprios iogurtes: bunda para cima e a cabeça enfiada entre os braços. Eles dormem melhor e mais tranquilos assim, deixando para o papai gamer a incumbência de guardar seu soninho e evitar a morte por asfixia. Se precisar deixar ele sozinho, no entanto, coloque-o de lado com um paralelepípedo ou o controle do Jaguar (do videogame, não do carro) escorando para que ele não vire. No berço, no entanto, coloque-o de barriga para cima, mas com uma inclinação abençoada por um travesseiro anti-refluxo. Só não ultrapasse 45 graus, senão ele escorrega como se estivesse em um tobogã de parquinho de interior.

P:\> The mini-gamer precisa arrotar sempre que mamar?
R:\> Depois é uma boa, para evitar gases, e normalmente, como você não tem seios fartos como a Player2, vai ficar responsável por esse momento família. Momento o qual que você vai ver, é ótimo para sua escoliose e para testar a qualidade do tecido de sua roupa mais cara. Se fosse só a eructação (um nome chique para o arrotão de brontossauro), olha que bonitinho seria! Mas não: junto do som, nos primeiros meses, vem uma substância ácida, branca e longo alcance chamada golfo (ou gorfo, dependendo da localidade e poder aquisitivo de quem fala; ou #Gorf, em homenagem ao jogo de fliperama da Midway). Para fazer mini-gamer arrotar, coloque o corpinho o mais reto possível em seu peito, com o queixinho encaixado no seu ombro, e solte a mão nas costas em porradas rápidas e leves, porra! Vai com calma. Depois do Brucelismo de uns quinze minutos, você vai ouvir um estalinho. E um peidinho de gorjeta. Pronto! Missão cumprida! Aí, todo feliz, você vai sentir uma coisa quente escorrendo pela omoplata e xingar porque esqueceu de colocar um paninho. Lembra da importância da toalha para nosso inventário e para Douglas Adams? Pois então, tenha sempre por perto um paninho para limpar as danonisses. Com o passar do tempo, o estalinho que você ouve vai virar um ruído típico de partida de motor de Kombi, mas quando esse momento chegar, será o sinal de que o golfo irá parar de acontecer sempre que ele precisar arrotar, já que a moela dele ficou maior e o excesso de comida não vai mais voltar. Para entender por que o golfo acontece, tente comparar com a seguinte experiência: encha um copinho, desses de plástico, de cafezinho, com a água de um garrafão de bebedor de 20 litros. A lambança que você irá fazer representa o golfo do neném. O que ficar no copinho representa o que vai virar cocô em dez minutos.

P:\> The mini-gamer está uma bola. Come demais?
R:\> Provavelmente. Mini-gamers que mamam bastante ou suficiente devem ficar mais parecidos com personagens de propaganda de fralda do que com mascotes de propaganda de pneu. Se the mini-gamer aparenta passar das medidas, não caia na lábia dos avós que acham isso lindo: pode ser um caso evidente de superalimentação. Afinal, biscoito de maisena e suco de caixinha sempre que pedido e não gastos como atividade física, são armazenados como tecido adiposo. Se ao invés de engatinhar, the mini-gamer rolar como o #Sonic (só que bem mais lentamente), procure instruções do Game Master Pediatra para manerar na oferta de guloseimas.

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